Tem uma geração aí que nega a entregar-se. Às vezes entra em seu “modo de espera”, mas sempre acaba dando a cara à tapa. E como isso é bom. Desses Outros Bárbaros não escapa um, cada qual trazendo uma robusta bagagem de muita criação com a música em Florianópolis. Tem frescor, melodia, riffs e poder, uma aula de música para nos ensinar que, sim, é possível dialogar com o pop de maneira muito digna e estimulante. Não vou fugir também da analogia aos Doces Bárbaros, aquele supergrupo formado por Gil, Caetano, Gal e Bethânea, que acabou por justamente encontrar seu infortúnio em Florianópolis há quarenta anos. Injustamente castigados por sua pretensão (e diria até de um certo delegado de polícia da época). O princípio ativo que remete os Doces aos “Outros” é sim a pretensão: de construir algo importante tendo a música como fim. E tudo isso basta. Porque quem se envereda em algo “despretensioso” ou é um egocêntrico impostor ou realmente não é digno da sua atenção. Deixem que os bons barbarizem.

 

Marcos Espíndola, jornalista cultural, assessor de comunicação na Fundação Catarinense de Cultura.

ASSISTA AO CLIPE DO NOVO SINGLE
SEDE DE QUERER
(A GENTE É MAIOR).

Siga

  • Facebook - Grey Circle
  • Instagram - Cinza Círculo
  • YouTube - círculo cinza